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O ILUMINISMO



Iluminismo, Esclarecimento ou Ilustração (em alemão Aufklärung, em inglês Enlightenment, em italiano Illuminismo, em francês Siècle des Lumières, em espanhol Ilustración) designam uma época da história intelectual ocidentaL.


Definição

Ainda que importantes autores contemporâneos venham ressaltando as origens do Iluminismo no século XVII tardio, não há consenso abrangente quanto à datação do início da era do Iluminismo. Boa parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século XVIII como marco de referência, aproveitando a já consolidada denominação Século das Luzes . O término do período é, por sua vez, habitualmente assinalado em coincidência com o início das Guerras Napoleônicas (1804-15).

Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diversos micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos de Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo católico.

Immanuel Kant

O uso do termo Iluminismo na forma singular justifica-se, contudo, dadas certas tendências gerais comuns a todos os iluminismos, nomeadamente, a ênfase nas idéias de progresso e perfectibilidade humana, assim como a defesa do conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e ideologias tradicionais.

O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social. Immanuel Kant, um dos mais conhecidos expoentes do pensamento iluminista, num texto escrito precisamente como resposta à questão O que é o Iluminismo?, descreveu de maneira lapidar a mencionada atitude:

"O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo".

As fases do Iluminismo

Frontispício da Encyclopédie (1772), desenhado por Charles-Nicolas Cochin e gravado por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismo: a figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade.

Os pensadores iluministas tinham como ideal a extensão dos princípios do conhecimento crítico a todos os campos do mundo humano.[6] Supunham poder contribuir para o progresso da humanidade e para a superação dos resíduos de tirania e superstição que creditavam ao legado da Idade Média. A maior parte dos iluministas associava ainda o ideal de conhecimento crítico à tarefa do melhoramento do estado e da sociedade.

Entre o final do século XVII e a primeira metade do século XVIII, a principal influência sobre a filosofia do iluminismo proveio das concepções mecanicistas da natureza que haviam surgido na sequência da chamada revolução científica do século XVII. Neste contexto, o mais influente dos cientistas e filósofos da natureza foi então o físico inglês Isaac Newton. Em geral, pode-se afirmar que a primeira fase do Iluminismo foi marcada por tentativas de importação do modelo de estudo dos fenômenos físicos para a compreensão dos fenômenos humanos e culturais.

No entanto, a partir da segunda metade do século XVIII, muitos pensadores iluministas passaram a afastar-se das premissas mecanicistas legadas pelas teorias físicas do século XVII, aproximando-se então das teorias vitalistas que eram desenvolvidas pelas nascentes ciências da vida. Boa parte das teorias sociais e das filosofias da história desenvolvidas na segunda metade do século XVIII, por autores como Denis Diderot e Johann Gottfried von Herder, entre muitos outros, foram fortemente inspiradas pela obra de naturalistas tais como Buffon e Johann Friedrich Blumenbach.

Os Iluminismos Regionais

Alemanha

No espaço cultural alemão, um dos traços distintivos do Iluminismo (Aufklärung) é a inexistência do sentimento anticlerical que, por exemplo, deu a tônica ao Iluminismo francês. Os iluministas alemães possuíam, quase todos, profundo interesse e sensibilidade religiosas, e almejavam uma reformulação das formas de religiosidade. O nome mais conhecido da Aufklärung foi Immanuel Kant. Outros importantes expoentes do iluminismo alemão foram: Johann Gottfried von Herder, Gotthold Ephraim Lessing, Moses Mendelssohn, entre outros.

Escócia

David Hume, retratado por Allan Ramsey, 1766.

A Escócia, curiosamente um dos países mais pobres e remotos da Europa ocidental no século XVIII, foi um dos mais importantes espaços de produção de idéias associadas ao Iluminismo. Empirismo e pragmatismo foram as tendências mais marcantes do Iluminismo Escocês. Dentre os seus mais importantes expoentes destacam-se, entre outros: Adam Ferguson, David Hume, Francis Hutcheson, Thomas Reid, Adam Smith.

Estados Unidos

Nas colônias britânicas que formariam os futuros Estados Unidos da América, os ideais iluministas chegaram por importação da metrópole, mas tenderam a ser redesenhados com contornos religiosa e politicamente mais radicais. Idéias iluministas exerceram uma enorme influência sobre o pensamento e prática política dos chamados founding fathers (pais fundadores) dos Estados Unidos, entre eles:John Adams, Samuel Adams, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Alexander Hamilton e James Madison.

França

Voltaire, retratado por Nicolas de Largillière, 1718.

Na França, país de tradição católica, mas onde as correntes protestantes, nomeadamente os huguenotes, também desempenharam um papel dinamizador, havia uma tensão crescente entre as estruturas políticas conservadoras e os pensadores iluministas. Rousseau, por exemplo, originário de uma família huguenote e colaborador da Encyclopédie, foi perseguido e obrigado a exilar-se na Inglaterra. O conflito entre uma sociedade feudal e católica e as novas forças de pendor protestante e mercantil, irá culminar na Revolução Francesa. Madame de Staël, com o seu salão literário, onde avultam grandes nomes da vida cultural e política francesa, será aí uma grande referência.

Inglaterra

Na Inglaterra, a influência católica havia sido definitivamente afastada do poder político em 1688, com a Revolução Gloriosa. A partir de então, nenhum católico voltaria a subir ao trono - embora a Igreja da Inglaterra tenha permanecido bastante próxima do Catolicismo em termos doutrinários e de organização interna. Sem o controle que a Igreja exercia em outras sociedades, a exemplo da espanhola ou a portuguesa, é no Reino Unido que figuras como John Locke e Edward Gibbon dispõem da liberdade de expressão necessária ao desenvolvimento de suas idéias.

Espaço luso-brasileiro

Marquês de Pombal.

Em Portugal, uma figura marcante desta época foi o Marquês de Pombal. Tendo sido embaixador em Londres durante 7 anos (1738-1745), o primeiro-ministro de Portugal ali teria recolhido as referências que marcaram a sua orientação como primeiro responsável político em Portugal. O Marquês de Pombal foi um marco na história portuguesa, contrariando o legado histórico feudal e tentando por todos os meios aproximar Portugal do modelo da sociedade inglesa. Entretanto, Portugal mostrara-se por vezes hostil à influência daqueles que em Portugal eram chamados pejorativamente de estrangeirados - fato pretensamente relacionado à influência Católica. Também ao longo do século XVIII, o ambiente cultural português permanecera pouco dinâmico, fato nada surpreendente num país onde mais de 80% da população era analfabeta.

Nas colônias americanas do Império Português, foi notável a influência de ideais iluministas sobre os escritos econômicos tanto de José de Azeredo Coutinho quanto de José da Silva Lisboa. Também se podem considerar como "iluministas" diversos dos intelectuais que participaram de revoltas anticoloniais no final do século XVIII, tais como Cláudio Manoel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

Impacto

Declaracão dos Direitos Humanos, França, 1789, um dos muitos documentos políticos produzidos no século XVIII sob a inspiração do ideário iluminista

O Iluminismo exerceu vasta influência sobre a vida política e intelectual da maior parte dos países ocidentais. A época do Iluminismo foi marcada por transformações políticas tais como a criação e consolidação de estados-nação, a expansão de direitos civis, e a redução da influência de instituições hierárquicas como a nobreza e a igreja.

O Iluminismo forneceu boa parte do fermento intelectual de eventos políticos que se revelariam de extrema importância para a constituição do mundo moderno, tais como a Revolução Francesa, a Constituição polaca de 1791, a Revolução Dezembrista na Rússia em 1825, os movimento de independência na Grécia e nos Balcãs, bem como, naturalmente, os diversos movimentos de emancipação nacional ocorridos no continente americano a partir de 1776.

Muitos autores associam ao ideário iluminista o surgimento das principais correntes de pensamento que caracterizariam o século XIX, a saber, liberalismo, socialismo, e social-democracia.

Iluministas notáveis

(ordenados por ano de nascimento)

  • Bento de Espinosa (1632–1672), filósofo neerlandês, com ascendência judaica portuguesa. É considerado o precursor das correntes mais radicais do pensamento iluminista. Escrito mais importante: Tratado Teológico-Político (1670).
  • John Locke (1632 - 1704), filósofo inglês. Escritos mais importantes: Ensaio sobre o entendimento humano (1689); Dois tratados sobre governo (1689).
  • Montesquieu (Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu) (1689-1755), filósofo francês. Notabilizou-se pela sua teoria da separação dos poderes do estado(Legislativo, Executivo e Judiciario), a qual exerceu importante influência sobre diversos textos constitucionais modernos e contemporâneos. Escrito mais importante: Do Espírito das Leis (1748).
  • Voltaire (pseudónimo de François-Marie Arouet)(1694-1778), Defendia uma monarquia esclarecida.Filósofo francês, era deista(acreditava que para chegar a Deus não era preciso a igreja, e sim a razão). Notabilizou-se pela sua oposição ao pensamento religioso e pela defesa da liberdade intelectual. Escritos mais importantes: Ensaio sobre os costumes (1756); Dicionário Filosófico (1764)Cartas Inglesas.
  • Benjamin Franklin (1706-1790), político, cientista e filósofo estadunidense. Participou ativamente dos eventos que levaram à independência dos Estados Unidos e da elaboração da constituição de 1787.
  • Buffon (Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon) (1707-1788), naturalista francês. A sua principal obra, A história natural, geral e particular (1749–1778; 36 volumes), exerceu capital influência sobre as concepções de natureza e história dos autores do Iluminismo tardio.
  • David Hume (1711-1776), filósofo e historiador escocês.
  • Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo francês. Escrito mais importante: Do Contrato Social.
Denis Diderot, retratado por Louis-Michel van Loo, 1767.
  • Denis Diderot (1713-1784), filósofo francês. Elaborou juntamente com D'Alembert a "Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e dos ofícios", composta de 33 volumes publicados, pretendia reunir todo o conhecimento humano disponível, que tornou-se o principal vínculo de divulgação de suas idéias naquela época. Também se dedicou à teoria da literatura e à ética trabalhista.
  • Adam Smith (1723-1790), economista e filósofo escocês. O seu escrito mais famoso é A Riqueza das Nações.
  • Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão. Fundamentou sistematicamente a filosofia crítica, tendo realizado investigações também no campo da física teórica e da filosofia moral.
  • Gotthold Ephraim Lessing (1729–1781), dramaturgo e filósofo alemão. É um dos principais nomes do teatro alemão na época moderna. Nos seus escritos sobre filosofia e religião, defendeu que os fiéis cristãos deveriam ter o direito à liberdade de pensamento.
  • Edward Gibbon (1737–1794), historiador inglês.


FONTE: WIKIPEDIA

O CONEXÃO E O NOVO ENEM

Ninguém pode dizer que o sistema de vestibulares utilizado durante anos no Brasil era o ideal. Muitas pessoas conscientes defendiam que deveriam haver grandes mudanças no sistema de ingresso no ensino superior, em virtude de suas inúmeras falhas.

Porém, ninguém em sã consciência, e sem segundas intenções, levaria a sério uma proposta absurda de mudar uma coisa que existe há décadas em menos de um semestre letivo, pois obviamente nada tão consolidado pode ser mudado com sucesso em tão pouco tempo. O que as autoridades brasileiras responsáveis por essa mudança (que está acontecendo sem planejamento, sem aviso e sem rumo) estão fazendo é uma grande demostração do desrespeito que o cidadão comum é alvo em nosso país. Desrespeito é uma palavra educada pra traduzir um sentimento bem mais forte de indignação, que como vimos no texto do simulado do professor Givago ontem, poderia ser bem melhor expresso com um grande e gordo palavrão. É uma filadaputice, pra não pegar muito pesado!

A razão disso, como já conversamos em aula, é que as mudanças deveriam sim ser feitas, mas não da maneira como estão acontecendo. É óbvio que quem está querendo fazer essa mudança tão às pressas, em ano véspera de eleições presidenciais, não tá nem ligando para os cidadãos que vêm se preparando e investindo seu tempo e seu dinheiro, num esforço heróico, para conseguir uma vaga no ensino superior. Por isso repito: pense bem em quem você vai votar ano que vem. Opções nós temos.

Mas o fato é que as mudanças estão acontecendo, e o CONEXÃO está preparado pra dar a vocês tod@s o suporte que vocês precisam. Nossa missão é ajudar a maior quantidade de pessoas possível a ingressar no Ensino Superior público, e vai continuar sendo com ou sem mudança no vestibular. Por isso, como vocês já perceberam, estão acontecendo algumas mudanças em nosso cursinho, e esperamos que todos nós juntos, em cooperação, consigamos aproveitar da melhor maneira possível os quatro meses que temos até o ENEM.

Nós, do CONEXÃO, não duvidamos nem por um segundo que esse ano o sucesso dos anos anteriores se repetirá, por que esse sucesso é fruto do esforço e da garra de nossos alunos! E em matéria de esforço e garra vocês são nota DEZ!

JUNTOS ATRAVESSAREMOS A TEMPESTADE, E JUNTOS ALCANÇAREMOS A VITÓRIA! CONEXÃO!

GUERRAS PÚNICAS: ANÍBAL CONTRA ROMA

COMO SE ESTUDA A PRÉ-HISTÓRIA

O estudo formal da Pré-História começou no século XIX em França, Inglaterra e Bélgica, com a análise da idade das rochas e a relação com fósseis humanos e utensílios antigos que foram encontrados perto dos restos mortais.



Os paleontólogos ocupam-se mais directamente da pre-história. Estes cientistas estudam os fósseis dos animais e dos primeiros seres humanos. Os fósseis humanos tem muita importância porque aos cientistas interessa a relação do ser humano com outros primatas. Existem semelhanças e diferenças entre crâneo e os ossos de diversas espécies, e quantos máis restos fósséis se encontram, mais se complicam as conexões entre elas. Os primeiros seres humanos también deixaram outros indicios da sua existência e da sua forma de vida: os objectos que fabricaram , os utensilios, as casas e a arte.



O estudo dos materiais que deixaram os seres humanos se denomina arqueología, a ciência que mais explicações pode darnos sobre o passado pré-histórico da humanidade. A arqueología serve para examinar qualquer período do passado humano de que tenham deixado restos materiais.

Outra disciplina que serve para a pré-história é a antropologia. Segundo alguns antrópólogos, pode-se aprender muito sobre os homens e mulheres da antiguidade observando os povos que nos nossos dias vivem em circunstâcias similares á das épocas pré-históricas. Contudo, não se pode concluir que a vida actual destes grupos seja igual á dos seres humanos na pré-história.




Os geólogos, pela sua parte, dedicam-se ao estudo da forma da Terra, das rochas, do solo, minerais, etc.; mas também podem explicar detalhes muito importantes sobre o passado humano, como as mudanças climáticas, a antiguidade de certos niveis de rocha e , por conseguinte, a idade dos objectos nela incrustados.



Durante muitos anos, o único método fiável para estudar históricamente os restos do passado consistiu em observar detalhadamente de onde e como se tinham descuberto os ditos restos. Na maioria dos casos se fechava partindo da suposição de que os objectos encontrados na Tierra podiam ordenar-se em sequências segundo os niveis em que os se falavam. Os situados nos niveis superiores deviam ser posteriores aos dos niveis inferiores. Algumas vezes, quando se encontava um objecto que podia estudar-se com segurança(uma moeda, por exemplo), também podia-se estudos estudar as sequências aí extraídas.


Este constituiu durante muito tempo o método mais importante para estudar o passado remoto, mas era um método muito complicado porque tinha-se de constratar muitas provas de tal modo que se tornava dificil. Sem contudo, nos últimos anos a situação tenha mudado graças a novos métodos de análise. Um muito importante é a o da datação por meio da radioactividade. Chama-se Datação por Rádio Carbono.


Pela medição como o 14C permanece nos antigos materiais orgânicos, é possível calcular á quanto tempo morreram.


A GUERRA NA PRÉ-HISTÓRIA

A Guerra na Pré-história é aquela que foi conduzida na era antes da escrita, e antes do povoamento de várias entidades sociais como é o caso dos Estados. Históricamente a guerra só pode ser considerada com o aparecimento dos exércitos Sumérios da Idade do Bronze, mas a guerra na pré-história pode ser estudada em algumas sociedades mais antigas.
Quandos os humanos começaram a combater em guerras é ainda hoje uma matéria em debate entre antropólogos e historiadores .
O tamanho dos exércitos da pré-história é também uma matéria em discussão. Aqueles que rejeitam a noção de guerra na pré-história argumentam que muitas das primeiras populações tinham um densidade populacional muito baixa e que geralmente andava á volta de umas poucas dezenas de homens. Esta teoria é apoiada pelas Cartas Antigas de Armana, onde não mais de 20 pessoas armadas tinham capacidade de lançar o terror as cidades no Levante Sul. Outros argumentam que os povoados do tamanho de Çatal Höyük na moderna Turquia tinha nos seus activos militares centenas de homens, e que uma Aliança entre poucas cidades produzia uma força considerável. Presumivelmente, como um grupo grande que tinha em si os elementos para a guerra, tais como Tácticas, Logística, uma Estrutura Organizada para o sucesso de uma expedição.


Uma idéia de como seria Çatal Höyük
Guerra Endêmica
Das sociedades tribais ainda hoje existentes, algumas levam vidas de grande violência, fazendo frequentemente ataques a grupos vizinhos e aumentando os seus territórios, mulheres, e bens dos outros pela força. Outros grupos como os Bosquímanos do Kalahari, vivem em sociedades sem guerra e com poucos assassiníos.O que é comum entre esses grupos que lutam frequentemente é o ritual da guerra, com um determinado número de tabús e prácticas que limitam o número de vítimas e a duração dos conflitos, situação conhecida com Guerra Endémica.

Bosquímanos

Paleolitico
As armas mais comuns usadas pelos primeiros homens eram simples na forma e fáceis de produzir. Originalmente , tais armas consistiam em lanças. Eram utilizadas em grande parte para caçar até por volta de 35.000 anos A.D., mas existem pequenas evidências que eram também usadas para lutar. Nas cavernas encontramos pinturas que retratam pessoas atacando outras pessoas. Não existem provas arqueológicas de grandes combates durante este período da evolução social.

Por volta do inicio de 12.000 A.D., o combate foi transformado pelo desenvolvimento dos arcos, martelos, e fundas.


O Arco parece ter sido a arma mais importante no inicio do conceito da guerra, tendo sido utilizada como arma de guerra, permitindo atacar com pouco risco para o atacante . Enquanto não existem pinturas nas cavernas de batalhas entre homens armados com mocas, o arco por sua vez aparace em muitas dela. Essas figuras mostram claramente o líder e as várias linhas de flancos o que leva a crer a utilização de táticas de combate.


Neolitico
Embora o Neolitico tenha acontecido em tempos diferentes em vários lugares á volta do globo, muito poucas evidências existem de guerras durante esse período de tempo. Comparado com a subsequente Idade do Bronze e do Ferro, o Neolitico é caracterizado por pequenas cidades, a tecnologia assentava sobretudo na pedra Vs metal, e na fraca hierarquia social. As cidades não tinham fortificação e estavam geralmente erguidas em áreas onde era dificil a defesa. Dos achados arqueólogicos desse período como esqueletos e lugares funebres não mostram qualquer presença da guerra.





O primeiro achado que mostra o que pode ter sido uma batalha pré-histórica foi encontrado no Rio Nilo no Egipto perto da fronteira com o Sudão. Conhecido com Cemitério 117 tem pelos menos mais de 7.000 anos. Aí encontram-se um grande número de corpos, muitos com setas dentro dos seus esqueletos, o que indica que possam ter sido mortos numa batalha.

Maoris

Os Maori da Nova Zelândia são notaveis na construção de fortificações , permitindo que os seus grupos continuassem a lutar e a defenderem-se nas suas ilhas do Pacífico Sul. Numa era antes da invenção das armas de cerco, e quando os atacantes tinham poucos mantimentos e tempo para dispenderem nas batalhas, as fortificações pareciam ser o método com mais sucesso para a segurança das populações e dos bens contra os invasores. As fortificações a existência de sociedades pré-históricas organizadas socialmente. Isto também mostra que tinham a capacidade de conduzir e organizar a guerra.

Era do Bronze

O Calcolítico (Idade do Cobre) viu a introdução de punhais em cobre, machados, e outros artigos. Mas a mairia destas armas eram muito caras e a sua maliabilidade não as tornava em armas eficientes. É considerado entre os académicos que apenas eram usados como implementos cerimoniais. Mas foi com o desnvolvimento do bronze que o uso das armas de metal se tornou comum.


Sargão I


As conquistas militares expandiram as cidades-estado a impérios com inicio no 3º milénio A.D., notávelmente com Sargão I que criou o Império da Acádia(Mesoptâmia). Senusret I no século 20 A.C. subjugou Núbia que estava sob controlo do Egipto. A Babilónia e mais tarde Assíria construiram impérios na Mesoptâmia enquanto o Império Hitita governava grande parte da Anatólia. Os carros de combate apareceram no século 20 A.C., e tornaram-se uma peça fundamental na arte da guerra no Antigo Médio-Oriente desde o século 17 A.C. As invasões dos Hicsos e Kassitas marcaram a transição para o final da Idade do Bronze. Ahmose I derrota os Hicsos e restabelece o controlo egipcio em Núbia e Canaã, territórios mais uma vez defendidos por Rámesés II na Batalha de Kadesh, a maior batalha de carros na história.


Idade do Ferro
No inicio da Idade do Ferro acontecimentos como a Invasão dos Dórios, o colonialismo Grego e a sua interacção com os Fenícios e forças Etruscas aconteceram ainda no período pré-histórico. As sociedades guerreiras germânicas do Período da Migração participaram na guerra chamada de Endémica. Os Anglo-Saxões também tiveram nesse período segundo os poucos registos desse período.

Fonte:www.enciclopedia.com.pt

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